segunda-feira, 15 de julho de 2019

FILOSOFIA (HOLÍSTICA) PURA QUE NOS INSPIRA: PIERRE TEILHARD DE CHARDIN


"Um dia, depois de dominar os ventos, as ondas, as marés e a gravidade, vamos aproveitar as energias do Amor de Deus, e depois, pela segunda vez na História do Mundo, o Homem irá descobrir o fogo."

Pierre Teilhard de Chardin

Padre Jesuíta, Filósofo, Teólogo e Palenteólogo Francês 

1881-1955

QUEM FOI PIERRE TEILHARD DE CHARDIN?

Pierre Teilhard de Chardin (Orcines, 1 de maio de 1881 — Nova Iorque, 10 de abril de1955) foi um padre jesuíta, teólogo, filósofo e paleontólogo francês que tentou construir uma visão integradora entre a Ciência e a Teologia. Através de suas obras, legou para a sua posteridade uma filosofia que reconcilia a Ciência do mundo material com as forças sagradas do Divino e sua Teologia. Disposto a desfazer o mal-entendido entre a Ciência e a Religião, conseguiu ser mal visto pelos representantes de ambas. Muitos colegas cientistas negaram o valor científico de sua obra, acusando-a de vir carregada de um misticismo e de uma linguagem estranha à Ciência. Do lado da Igreja Católica, por sua vez, foi proibido de leccionar, de publicar as suas obras teológicas e submetido a um quase exílio na China.

Embora muitos dos escritos de Teilhard tenham sido censurados pela Igreja Católica durante a sua vida, por causa de seus pontos de vista sobre o pecado original, o trabalho de Teilhard foi reconhecido postumamente por esta. Teólogos proeminentes e líderes da Igreja, incluindo os papas João Paulo II e Bento XVI, escreveram positivamente a respeito de suas ideias e os seus ensinamentos teológicos foram citados pelo Papa Francisco na encíclica de 2015 , "Laudato si". No entanto a resposta a seus escritos por biólogos evolutivos tem sido, com algumas exceções, decididamente negativa.

"Aparentemente, a Terra Moderna nasceu de um movimento anti-religioso. O Homem bastando-se a si mesmo. A Razão substituindo-se à Crença. A nossa geração e as duas precedentes quase só ouviram falar de conflito entre Fé e Ciência. A tal ponto que pode parecer, a certa altura, que esta era decididamente chamada a tomar o lugar daquela. Ora, à medida que a tensão se prolonga, é visivelmente sob uma forma muito diferente de equilíbrio – não eliminação, nem dualidade, mas síntese – que parece existir uma forma de se resolver o conflito."

Pierre Teilhard de Chardin, in "O Fenómeno Humano"

Criado numa família profundamente católica, Chardin entrou para o noviciado da Companhia de Jesus em Aix-en-Provence no ano de 1899 e para o juniorado em 1900, em Laval. Era a época das reformas liberais de Waldeck-Rousseau, que retirara das universidades católicas o direito de conceder graus e posteriormente dissolveu as ordens religiosas e expulsou vinte mil religiosos da França Por este motivo, teve que deixar a França e os seus estudos prosseguiram na ilha de Jersey, Inglaterra, onde formou-se em filosofia e letras. Licenciou-se neste curso em 1902. Entre 1905 e 1908 foi professor de física e química no colégio jesuíta da Sagrada Família do Cairo, no Egipto, onde teve a oportunidade de continuar suas pesquisas geológicas, iniciadas na Inglaterra. Os seus estudos de teologia foram retomados em Ore Place, de 1908 a 1912. Ordenou-se sacerdote em 1911.

Entre 1912 e 1914 cursou paleontologia no Museu de História Natural de Paris. Foi a sua porta de entrada na comunidade científica. Durante seus estudos teve a oportunidade de visitar os sítios pré-históricos do noroeste da Espanha, entre eles, a Caverna de Altamira.

Durante a Primeira Guerra Mundial, foi carregador de maca dos feridos e depois capelão em diversas frentes de batalha.

Após a Guerra, retomou os estudos em Paris, onde obteve o doutorado em 22 de março de 1922 na Universidade de Sorbonne com a tese: Os mamíferos do eoceno inferior francês e seus sítios. Em 1920 tornara-se professor de geologia no Instituto Católico de Paris. O ambiente intelectual de Paris proporcionou-lhe encontros fecundos para o exercício intelectual. Costumava apresentar suas ideias a plateias de jovens leigos, seminaristas e professores. Do ponto de vista teológico, já assumira as ideias evolucionistas e realizava uma síntese original entre a ciência e a fé cristã.

Em 1922, escreveu "Nota sobre algumas representações históricas possíveis do pecado original", que gerou um dossiê pela Santa Sé, acusando-o de negar o dogma do pecado original. Teve que assinar um texto que exprimia este dogma do ponto de vista ortodoxo e foi obrigado a abandonar a cátedra em Paris e embarcar para Tianjin na China. Este facto marcará uma nova etapa da sua vida: o silêncio sobre temas eclesiais e teológicos que duraria o resto da sua vida. Foi-lhe permitido trabalhar em pesquisas científicas e suas publicações deveriam ser cuidadosamente revisadas.

Embora proibido de escrever sobre temas eclesiais e teológicos, os seus superiores imediatos estimularam as suas pesquisas e escritos, desde que sua ortodoxia fosse assegurada por uma séria revisão, com a esperança de uma publicação posterior.

Em Pequim, realizou diversas expedições paleontológicas, e em 1929 participou da descoberta e estudo do sinantropo - o homem de Pequim. Também realizou pesquisas em diversos lugares do continente asiático, como o Turquestão, a Índia e a Birmânia.

Entre novembro de 1926 e março de 1927, estimulado pelo editor da coleção de espiritualidade Museum Lessianum, escreveu "O Meio Divino" a partir de suas notas de retiro. A obra foi submetida a dois censores romanos, que a consideraram aceitável. Ao ser submetida ao Imprimatur, o cónego encarregado submeteu a obra aos teólogos romanos, que a consideraram suspeita pela originalidade. Apesar disto, cópias inéditas da obra passaram a circular, datilografadas e policopiadas.

Em Pequim, escreveu sua obra prima: "O Fenómeno Humano". Encaminhou a obra a Roma em 1940, que prometeu o exame por teólogos competentes. Várias revisões foram encaminhadas sem que o nihil obstat fosse concedido.

Em 1946 retornou a Paris. Seus textos mimeografados continuavam a circular e suas conferências lotavam os auditórios. Foi convidado a lecionar no Collège de France. Diante de ameaças de novas sanções pela Santa Sé, dirige-se a Roma em 1948. A visita foi inútil: foi proibido de ensinar no Colégio da França e a publicação do "Fenómeno Humano" não foi autorizada.

Entre 1949 e 1950 deu cursos na Sorbonne que geraram a obra "O grupo zoológico humano". Em 1950 foi eleito membro da Academia de Ciências do Instituto de Paris.

Em 1950, foi promulgada a encíclica Humani Generis pelo papa Pio XII, que na opinião de Chardin, bombardeava as primeiras linhas de seu trabalho.

Em 1951, mudou-se para Nova York, a convite da Fundação Wenner-Gren, que patrocinou duas expedições científicas em África para pesquisar as origens do homem sob a sua coordenação.

Teilhard de Chardin faleceu em 10 de abril de 1955, num domingo de Páscoa, em Nova York. No campo científico deixou uma obra vasta: cerca de quatrocentos trabalhos em vinte revistas científicas.

No campo filosófico, o seu pensamento pode ser editado por um comité internacional porque ele deixou o direito das suas obras para um colega, não para a sua ordem religiosa. No mesmo ano de sua morte, as Éditions du Seuil lançaram o primeiro volume das obras de Teilhard de Chardin.

O Santo Ofício solicitou ao Arcebispo de Paris que detivesse a publicação das obras. Em 1957, um decreto deste mesmo órgão decidiu que estes livros fossem retirados das bibliotecas dos seminários e institutos religiosos, não fossem vendidos nas livrarias católicas e não fossem traduzidos. Este decreto não teve muita adesão. Cinco anos mais tarde, uma advertência foi publicada, solicitando aos padres, superiores de Institutos Religiosos, seminários, reitores das Universidades que protejam os espíritos, principalmente o dos jovens, contra os perigos da obra de Teilhard de Chardin e seus discípulos. Segundo esta advertência, "sem fazer nenhum juízo sobre o que se refere às ciências positivas, é bem manifesto que, no plano filosófico e teológico, estas obras regurgitam de ambiguidades tais e até de erros graves que ofendem a doutrina católica".

A sua obra continuou a ser editada, chegando ao décimo terceiro volume em 1976, pelas Éditions du Seuil e foi traduzida em diversos idiomas. O seu trabalho teve uma grande repercussão, gerando diversos estudos a cerca de sua obra até nos dias atuais.

Em 12 de maio de 1981, por ocasião da comemoração do centenário do seu nascimento, Chardin teve sua obra reconhecida pela Igreja através de uma carta enviada pelo cardeal Agostino Casaroli, secretário de Estado do Vaticano, ao reitor do Instituto Católico de Paris. A carta afirma:

Sem dúvida, o nosso tempo recordará, para além das dificuldades da concepção e das deficiências da expressão dessa audaciosa tentativa de síntese, o testemunho da vida unificada de um homem aferrado por Cristo nas profundezas do seu ser, e que teve a preocupação de honrar, ao mesmo tempo, a fé e a razão, respondendo quase que antecipadamente a João Paulo II: "Não tenham medo, abram, escancarem as portas a Cristo, os imensos campos da cultura, da civilização, do desenvolvimento"

As suas ideias foram sendo incorporadas ao discurso oficial da Igreja, como depreende-se da mensagem do Papa Bento XVI por ocasião da Festa da Santíssima Trindade de 2009, dirigida aos fieis em Roma: "Em tudo o que existe, encontra-se impresso, em certo sentido, o "nome" da Santíssima Trindade, pois todo o ser, até as últimas partículas, é ser em relação, e deste modo se transluz o Deus-relação; transluz-se, em última instância, o Amor criador. Tudo procede do amor, tende ao amor e se move empurrado pelo amor, naturalmente, segundo diferentes níveis de consciência e de liberdade."… "Utilizando uma analogia sugerida pela Biologia, diríamos que o ser humano tem no próprio "genoma" um profundo selo da Trindade, do Deus-Amor". E ainda mais claro, no dia 24 de Julho em Aosta, Italia o Papa Bento XVI diz: "Nós mesmos, com todo o nosso ser, temos que ser adoração e sacrifício, restituir o nosso mundo a Deus e assim transformar o mundo. A função do sacerdócio é consagrar o mundo a fim de que se torne hóstia viva, para que o mundo se torne liturgia: que a liturgia não seja algo ao lado da realidade do mundo, mas que o próprio mundo se torne hóstia viva, se torne liturgia. É a grande visão que depois teve também Teilhard de Chardin: no final teremos uma verdadeira liturgia cósmica, onde o cosmos se torne hóstiachita

Como geopaleontólogo, Teilhard de Chardin estava familiarizado com as evidências geológicas e fósseis da evolução do planeta e da espécie humana. Como sacerdote cristão e católico, tinha consciência da necessidade de um metacristianismo que contribuísse para a sobrevivência do planeta e da humanidade sobre ele . No cerne da questão está a visão filosófica, teológica e mística de Teilhard de Chardin a respeito da evolução de todo o Universo, do caos primordial até o despertar da consciência humana sobre a Terra, estágio esse que, segundo ele, será seguido por uma Noogénese, a integração de todo o pensamento humano em uma única rede inteligente que acrescentará mais uma camada em volta da Terra: a Noosfera, que recobrirá todo o Biosfera Terrestre. A orientar todo esse processo, existe uma força que age a partir de dentro da matéria, que orienta a evolução em direcção a um ponto de convergência: o Ponto Ómega. Teilhard sustentava a ideia de um Panteísmo cósmico: a crença de que Deus e o Universo mantém uma criativa e dinâmica relação de progressiva evolução.

Como escritor, a sua obra-prima é O Fenómeno Humano, além de centenas de outros escritos sobre a condição humana. Como paleontólogo, esteve presente na descoberta do Homem de Pequim. Ainda que ele esteve presente depois do descobrimento do “Piltdown Man” a evidência aponta a o facto que ele nunca perdeu prestígio com a falsificação de um suposto fóssil "O Homem de Piltdown". Como Teilhard disse em 1920: "anatómicamente as partes não cabem."

Para mais informações, por favor consultem esta página: http://amigosteilhardportugal.pt/

terça-feira, 11 de junho de 2019

QUEM SÃO ADRIEN M & CLAIRE B?





QUEM SÃO ADRIEN ME & CLAIRE B?


A empresa Adrien M & Claire B cria formas

partindo do  espectáculo para as instalações no campo da

artes digitais e artes ao vivo. Ela é co-dirigida

por Claire Bardainne e Adrien Mondot. a sua abordagem

coloca o ser humano no centro das questões tecnológicas, e

o corpo no coração das imagens, com a especificidade da

desenvolvimento sob medida de suas ferramentas de TI.

Eles buscam a busca por uma vida digital:

móvel, artesanal, efémera e sensível.


Desde sua revelação no "Young Talents Cirque 2004" com o projeto "Convergence 1.0", Adrien Mondot, artista multidisciplinar, cientista da computação e malabarista cria programas que implementam interações sensíveis entre os digital, malabarismo, dança e música. Com o Cinematic, ele vence o Grande Prémio do Júri no âmbito do concurso internacional "Dança e Novas Tecnologias " do festival Bains Numériques em Enghien-les-Bains en Junho de 2009.

Em 2010, conheceu Claire Bardainne, artista visual, designer gráfico e set designer. Formada pela Estienne e pela Arts Déco de Paris, a sua pesquisa visual focam na ligação entre signo, espaço e caminho, explorando as idas e vindas entre a fantasia e a realidade, dentro do Studio BW, que ela
co-fundou em 2004, em colaboração com pesquisadores de sociologia e da imaginação do Ceaq (Sorbonne, Paris).

Em 2011, eles refundaram a empresa que se tornou Adrien M & Claire B. Ir para além do espaço e a temporalidade do planalto é notavelmente uma dos fortes eixos da transformação da empresa. Eles co-assinam a criação da exposição interativa "XYZT, Les Paysages Abstraits". 

Em 2011, eles também criaram a conferência-espectáculo "Un point c'est tout", e assinam a criação digital de "Grand Fracas issus de rien", colocam em cena de Pierre Guillois. 

Em 2013, eles criam "Hakanai", uma peça coreográfica para uma dançarina numa caixa de imagem. 

Em 2014, com Mourad Merzouki /NCC de Créteil e Val-de-Marne / Compagnie Käfig, co-assinam a criação do programa Pixel. 

Eles ganham o prémio SACD de criação digital em 2015, ano em que eles também criam o show "Le Movement de L'air".

Em 2016, publicado pela Éditions Subjectiles "La neige n'a pas de sens", uma primeira monografia dedicada ao trabalho de Adrien M & Claire B, com uma série de seis obras em realidade aumentada. 

Em 2017, nasce um novo corpus de instalações, intitulado "Mirages et Miracles".

Em 2018, eles respondem à comissão de um trabalho in situ para a Fundação Martell e criaram "'L'Ómbre de la Vapeur".

Juntos, questionam o movimento e o viver em suas múltiplas ressonâncias com a criação gráfica e digital. Emerge uma linguagem visual poética, associando imaginário, real e virtual portador de infinitas perspectivas exploração.

Actualmente, a empresa representa trinta funcionários, dois espectáculos e duas exposições em turné internacional. É baseado em Lyon, onde ocupa uma oficina de pesquisa e criação. É um acordo do DRAC Auvergne-Rhône-Alpes, da região de Auvergne-Rhône-Alpes e apoiada pela cidade de Lyon.

Para mais informações acerca desta empresa/colectivo artístico, consultem o seu site oficial: https://www.am-cb.net/ 

INSTALAÇÕES E ESPECTÁCULOS ARTÍSTICOS (HOLÍSTICOS) QUE NOS INSPIRAM: "LE MOVEMENT DE L'AIR" (ADRIEN M & CLAIRE B)


"Le Movement de l'air"

(Adrien M & Claire B)

2015

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

ADEUS 2018, OLÁ 2019!


ADEUS 2018! OLÁ 2019!

2018 foi um ano marcante para o Movimento Holosista. Não só pelo número de aderentes e simpatizantes da nossa causa nem tampouco pela descoberta (incansável) de novos artistas, escritores e poetas holísticos que abraçaram a nova consciência da Nova Era e pretendem transmiti-la, através da sua Arte, de modo a romper com a cultura do século passado e inaugurar a cultura do séc.XXI - o primeiro século da nova era Holística -, mas principalmente por ter sido neste ano que o Manifesto Holosista foi publicado nas Revistas "Nova Águia" e "Biosofia". Um feito histórico para o Movimento e um grande e importante passo para a nossa causa e para a cultura deste novo século - e milénio.

Assim sendo, gostaria de agradecer a todos aqueles que contribuído para que esta causa não esmoreça e, em particular, ao professor Renato Epifânio e ao professor José Manuel Anacleto por terem autorizado a publicação do Manifesto do nosso movimento.

Feliz 2019! Que o próximo ano seja o melhor ano de todas as vossas vidas e para o Movimento Holosista também.

Tiago Moita. 





quinta-feira, 27 de setembro de 2018

MANIFESTO HOLOSISTA PUBLICADO NA REVISTA "BIOSOFIA" N.º 47 ESTE MÊS!



MANIFESTO HOLOSISTA PUBLICADO NA REVISTA "BIOSOFIA" N.º 47 ESTE MÊS!

Passaram apenas cinco meses depois da publicação do Manifesto Holosista na Revista "Nova Águia", no Palácio dos Viscondes de Balsemão no Porto, e o documento fundador do movimento com o mesmo nome continua a dar que falar.

Desta vez, foi publicado na Revista "BIOSOFIA" (n.º 47) no dia 25 de Setembro, uma das mais conceituadas revistas holísticas e esotéricas portuguesas.

Deste modo, e em nome do Movimento Holosista, gostaria de agradecer publicamente ao Centro Lusitano de Unificação Cultural, mais propriamente o seu responsável, o professor José Manuel Anacleto por ter autorizado a publicação do nosso Manifesto e pela divulgação que está a fazer dele - juntamente com os outros textos de outros autores; todos de grande interesse e qualidade. A publicação do Manifesto do nosso Movimento em revistas como a "Biosofia" pode ser um pequeno passo para nós, mas, grandes revoluções começam com pequenos passos como este.

Tiago de Vasconcelos e Moita.

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

POESIA (E POETAS) HOLÍSTICA QUE NOS INSPIRA: "SILÊNCIO" DE RUI MANUEL GRÁCIO DAS NEVES


SILÊNCIO

Silêncio,
filma-se a Vida!

Silêncio
Que
é,
nem mais nem menos,
do que o centro da Vida.

A Criação
surge em e no Silêncio.
O Silêncio é o mistério da Vida,
O Silêncio é o Arco-íris 
da Vida
O Caleidoscópio
com o qual se constrói  
o que existe,
ou
de como,
tudo muda em Tudo.
Triângulos,
Quadrados,
Rombos,
Tudo de cor em cor,
Toda a classe das cores,
Festival das cores,
Eis o irmão Silêncio!
Habita-nos 
o Silêncio,
Como habita o mundo,

É a mesma coisa.
Não há cor
sem irmão Silêncio,
nem Silêncio
sem irmã cor.
Ambos são convertíveis
como o Ser, a Verdade, o Bom, o Belo, o Um,
Na filosofia Escolástica
O Silêncio está mais-além do Tempo
e do Espaço
e da Causalidade.

É a eternidade
no centro do Tempo e do Espaço,
e assim Deus é,
como disse o Teólogo,
"O Centro que está em todas as partes
e cuja circunferência
não está em lado nenhum."

Rui Manuel Grácio das Neves

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

FILIOSOFIA (E FILÓSOFOS(AS)) PURA QUE NOS INSPIRA: RALPH EMERSON


"O que está por detrás de nós e o que está diante de nós são assuntos minúsculos comparados com o que está dentro de nós."

Ralph Emerson

Ensaísta, Conferencista, Filósofo e Poeta norte-americano 

Pai do Transcendentalismo

(1803-1882)

QUEM FOI RALPH EMERSON?

Ralph Waldo Emerson (25 de maio de 1803 - 27 de abril de 1882) foi um ensaísta americano, conferencista , filósofo e poeta que liderou o movimento transcendentalista nos meados do século XIX. Ele foi visto como um defensor do individualismo e um crítico presciente das pressões contrárias da sociedade, e disseminou os seus pensamentos através de dezenas de ensaios publicados e mais de 1.500 palestras públicas nos Estados Unidos.

Emerson gradualmente se afastou das crenças religiosas e sociais dos seus contemporâneos, formulando e expressando a filosofia do transcendentalismo no seu ensaio de 1836 " Natureza ". Após este trabalho, ele fez um discurso intitulado "The American Scholar " em 1837, que Oliver Wendell Holmes Sr. considerou ser a "Declaração de Independência intelectual" da América. 

Emerson escreveu a maioria dos seus ensaios importantes como palestras primeiro e depois os revisou para impressão. As suas duas primeiras coleções de ensaios, "Ensaios: Primeira Série" (1841) e "Ensaios: Segunda Série" (1844), representam o núcleo de seu pensamento. Eles incluem os conhecidos ensaios " Autoconfiança ", " A Sobrevivência ", " Círculos ", " O Poeta " e " Experiência ". Juntamente com " Natureza ", esses ensaios fizeram a década de meados da década de 1830 a meados de 1840, período mais fértil de Emerson. Emerson escreveu sobre vários assuntos, nunca adoptando princípios filosóficos fixos, mas desenvolvendo certas ideias como a Individualidade, a Liberdade, a capacidade da Humanidade de realizar quase tudo e a relação entre a alma e o mundo circundante. A "natureza" de Emerson era mais filosófica do que naturalista:

"Filosoficamente considerado, o universo é composto da Natureza e da Alma". Emerson é uma das várias figuras que "adotaram uma abordagem mais panteísta ou pandeirista ao rejeitar as visões de Deus como separadas do mundo".

Ele permanece entre os principais fundadores do movimento romântico americano, e o seu trabalho influenciou muito pensadores, escritores e poetas que o seguiram. Quando lhe pediram para resumir o seu trabalho, ele disse que a sua doutrina central era "a infinitude do homem privado." 

Emerson também é conhecido como mentor e amigo de Henry David Thoreau , um colega transcendentalista.

INÍCIO DA VIDA, FAMÍLIA E EDUCAÇÃO

Emerson nasceu em Boston, Massachusetts , em 25 de maio de 1803, filho de Ruth Haskins e do Rev. William Emerson , ministro unitarista . Ele recebeu o nome do irmão da sua mãe, Ralph, e da bisavó de seu pai, Rebecca Waldo. Ralph Waldo foi o segundo dos cinco filhos que sobreviveram até a idade adulta; os outros eram William, Edward, Robert Bulkeley e Charles. Três outras crianças - Phebe, John Clarke e Mary Caroline - morreram na infância. Emerson era inteiramente de ascendência inglesa, e sua família estava na Nova Inglaterra desde o início do período colonial.

O pai de Emerson morreu de cancro no estômago em 12 de maio de 1811, menos de duas semanas antes do oitavo aniversário de Emerson. Emerson foi criado pela sua mãe, com a ajuda das outras mulheres da família; sua tia Mary Moody Emerson, em particular, teve um profundo efeito sobre ele. Ela viveu com a família de vez em quando e manteve uma correspondência constante com Emerson até sua morte em 1863.

A educação formal de Emerson começou na Boston Latin School em 1812, quando ele tinha nove anos. Em outubro de 1817, aos 14 anos, Emerson foi para o Harvard College e foi nomeado mensageiro para o presidente, exigindo que Emerson fosse buscar estudantes delinquentes e mandasse mensagens para o corpo docente. No meio do seu primeiro ano, Emerson começou a manter uma lista de livros que tinha lido e começou um diário em uma série de cadernos que seriam chamados de "Wide World". Ele levou trabalhos para cobrir as suas despesas escolares, inclusive como garçom para o Junior Commons e como professor ocasional trabalhando com seu tio Samuel e tia Sarah Ripley em Waltham, Massachusetts. No seu último ano, Emerson decidiu ir pelo seu nome do meio, Waldo. Emerson serviu como Poeta de Classe; como era costume, ele apresentou um poema original no Harvard's Class Day, um mês antes de sua formatura oficial em 29 de agosto de 1821, quando tinha 18 anos. Ele não se destacou como estudante e formou-se no meio exacto da sua carreira. turma de 59 pessoas.

Em 1826, confrontado com problemas de saúde, Emerson foi buscar um clima mais quente. Ele primeiro foi para Charleston, Carolina do Sul , mas descobriu que o tempo ainda estava demasiado frio. Ele então foi mais ao sul, para Santo Agostinho, na Flórida , onde ele fez longas caminhadas na praia e começou a escrever poesia. Enquanto em Santo Agostinho, ele fez o conhecimento do príncipe Achille Murat , sobrinho de Napoleão Bonaparte . Murat era dois anos mais velho que ele; eles se tornaram bons amigos e desfrutaram da companhia um do outro. Os dois se degladiaram em discussões esclarecedoras sobre religião, sociedade, filosofia e governo. Emerson considerou Murat uma figura importante em sua educação intelectual. 

Enquanto em Santo Agostinho, Emerson teve seu primeiro encontro com a escravidão . Em um ponto, ele participou de uma reunião da Sociedade Bíblica, enquanto um leilão de escravos estava ocorrendo no quintal de fora. Ele escreveu: "Um ouvido, portanto, ouviu as boas-novas de grande alegria, enquanto o outro foi agraciado com 'Indo, cavalheiros, indo!'"

INÍCIO DA SUA CARREIRA

Depois de Harvard, Emerson auxiliou seu irmão William numa escola para mulheres jovens estabelecida na casa da sua mãe, depois que ele estabeleceu sua própria escola em Chelmsford, Massachusetts ; quando seu irmão William foi para Göttingen para estudar Direito em meados de 1824, Ralph Waldo fechou a escola, mas continuou a lecionar em Cambridge, Massachusetts, até o início de 1825. Emerson foi aceito na Harvard Divinity School no final de 1824 e foi introduzido na Phi Beta Kappa em 1828. O irmão de Emerson, Edward, dois anos mais novo do que ele, entrou para o escritório do advogado Daniel Webster , depois de se formar em Harvard primeiro em sua classe. A saúde física de Edward começou a se deteriorar e ele logo sofreu um colapso mental também; ele foi levado para o McLean Asylum em junho de 1828, aos 23 anos. Embora tenha recuperado seu equilíbrio mental, ele morreu em 1834, aparentemente devido à tuberculose de longa data. Outro dos brilhantes e promissores irmãos mais novos de Emerson, Charles, nascido em 1808, morreu em 1836, também de tuberculose, fazendo dele o terceiro jovem no círculo mais íntimo de Emerson a morrer em um período de poucos anos.

Emerson conheceu sua primeira esposa, Ellen Louisa Tucker, em Concord, New Hampshire, no dia de Natal de 1827, e se casou com ela quando tinha 18 anos. O casal se mudou para Boston, com a mãe de Emerson, Ruth, se mudando com eles para ajudar. Cuide de Ellen, que já estava doente com tuberculose. Menos de dois anos depois, em 8 de fevereiro de 1831, Ellen morreu, aos 20 anos, depois de proferir suas últimas palavras: "Não me esqueci da paz e da alegria". Emerson foi fortemente afetado pela sua morte e visitou seu túmulo no diário de Roxbury. [38] Em uma entrada de um jornal datada de 29 de março de 1832, ele escreveu: "Eu visitei o túmulo de Ellen e abri o caixão."

A Segunda Igreja de Boston convidou Emerson para servir como pastor júnior, e ele foi ordenado em 11 de janeiro de 1829. O seu salário inicial era de US $ 1.200 por ano, aumentando para US $ 1.400 em julho, mas com seu papel de igreja ele assumiu outras responsabilidades: ele era capelão da legislatura de Massachusetts e membro do comité escolar de Boston. As suas actividades na igreja o mantiveram ocupado, embora durante esse período, diante da morte iminente da sua esposa, ele começasse a duvidar das suas próprias crenças.

Após a morte de sua esposa, ele começou a discordar dos métodos da igreja, escrevendo em seu diário em junho de 1832: "Às vezes penso que, para ser um bom ministro, era necessário deixar o ministério. A profissão é antiquada. Numa era alterada, nós adoramos nas formas mortas de nossos antepassados ​​". Os seus desentendimentos com oficiais da igreja sobre a administração do serviço da Comunhão e dúvidas sobre a oração pública eventualmente levaram à sua renúncia em 1832. Como ele escreveu: "Este modo de comemorar a Cristo não é adequado para mim. Isso é razão suficiente para deve abandoná-lo." Como um estudioso de Emerson apontou, "Doffing o preto decente do pastor, ele estava livre para escolher o vestido do professor e professor, do pensador não confinado dentro dos limites de uma instituição ou uma tradição." 

Emerson excursionou pela Europa em 1833 e depois escreveu sobre suas viagens em English Traits (1856). Ele partiu a bordo do brigue Jasper no dia de Natal de 1832, navegando primeiro para Malta. Durante sua viagem à Europa, ele passou vários meses na Itália, visitando Roma, Florença e Veneza, entre outras cidades. Quando em Roma, ele reuniu-se com John Stuart Mill , que lhe deu uma carta de recomendação para conhecer Thomas Carlyle . Ele foi para a Suíça e teve que ser arrastado por outros passageiros para visitar a casa de Voltaire em Ferney, "protestando por toda a indignidade de sua memória". Ele então foi para Paris, um "alto e moderno New York de um lugar", onde ele visitou o Jardin des Plantes . Ele ficou muito comovido com a organização das plantas de acordo com o sistema de classificação de Jussieu e com o modo como todos esses objetos eram relacionados e conectados. Como diz Robert D. Richardson , "o momento de revelação de Emerson sobre a interconectividade das coisas no Jardin des Plantes foi um momento de intensidade quase visionária que o afastou da teologia e da ciência."

Indo para o norte, para a Inglaterra, Emerson conheceu William Wordsworth , Samuel Taylor Coleridge e Thomas Carlyle . Carlyle em particular foi uma forte influência sobre ele; Emerson serviria mais tarde como agente literário não oficial nos Estados Unidos para o Carlyle e, em março de 1835, tentou persuadir Carlyle a ir à América palestrar. Os dois mantiveram uma correspondência até a morte de Carlyle em 1881.

Emerson retornou aos Estados Unidos em 9 de outubro de 1833 e morou com a mãe em Newton, Massachusetts . Em outubro de 1834, mudou-se para Concord, Massachusetts, para viver com seu avô de passo, Dr. Ezra Ripley , no que mais tarde foi chamado The Old Manse . Vendo o movimento Lyceum em ascensão, que forneceu palestras sobre todos os tipos de tópicos, Emerson viu uma carreira possível como palestrante. Em 5 de novembro de 1833, ele fez o primeiro do que seriam cerca de 1.500 palestras, "Os usos da história natural", em Boston. Este foi um relato expandido de sua experiência em Paris. Nesta palestra, ele expôs algumas de suas importantes crenças e as ideias que mais tarde desenvolveria em seu primeiro ensaio publicado, "Natureza":

"A natureza é uma linguagem e todo novo fato que se aprende é uma nova palavra; mas não é uma linguagem desfeita e morta no dicionário, mas a linguagem reunida num sentido mais significativo e universal. Desejo aprender esta linguagem, não que eu possa conhecer uma nova gramática, mas que eu possa ler o grande livro que está escrito naquela língua."

Em 24 de janeiro de 1835, Emerson escreveu uma carta a Lydia Jackson, propondo casamento. A sua aceitação chegou a ele pelo correio no dia 28. Em julho de 1835, comprou uma casa na Cambridge and Concord Turnpike em Concord, Massachusetts, à qual chamou Bush; agora está aberto ao público como o Ralph Waldo Emerson House. Emerson rapidamente se tornou um dos principais cidadãos da cidade. Ele deu uma palestra para comemorar o 200º aniversário da cidade de Concord em 12 de setembro de 1835. Dois dias depois, ele se casou com Lydia Jackson em sua cidade natal de Plymouth, Massachusetts, e se mudou para a nova casa em Concordo com a mãe de Emerson em 15 de setembro.

Emerson rapidamente mudou o nome de sua esposa para Lidian, e a chamava de Queenie, e às vezes Asia, e ela o chamou de Mr. Emerson. Os seus filhos eram Waldo, Ellen, Edith e Edward Waldo Emerson . Edward Waldo Emerson foi o pai de Raymond Emerson . Ellen recebeu o nome da sua primeira esposa, por sugestão de Lidian.

Emerson era pobre quando ele estava em Harvard, mas mais tarde foi capaz de sustentar a sua família por grande parte de sua vida. Ele herdou uma boa quantia de dinheiro após a morte de sua primeira esposa, embora ele teve que entrar com uma ação contra a família Tucker em 1836 para obtê-lo. Ele recebeu $ 11.600 em maio de 1834, e mais $ 11.674.49 em julho de 1837. Em 1834, ele considerou que ele tinha uma renda de $ 1.200 por ano a partir do pagamento inicial da propriedade,  equivalente. para o que ele ganhou como pastor.

CARREIRA LITERÁRIA E TRANSCENDENTALISMO

Em 8 de setembro de 1836, um dia antes da publicação da "Natureza" , Emerson se reuniu com Frederic Henry Hedge , George Putnam e George Ripley para planear reuniões periódicas de outros intelectuais de pensamento semelhante. Este foi o começo do Clube Transcendental , que serviu como um centro para o movimento. Sua primeira reunião oficial foi realizada em 19 de setembro de 1836.  Em 1 de setembro de 1837, as mulheres participaram de uma reunião do Clube Transcendental pela primeira vez. Emerson convidou Margaret Fuller , Elizabeth Hoar e Sarah Ripley para jantar em sua casa antes da reunião para garantir que eles estivessem presentes para a noite de confraternização.  Fuller provaria ser uma figura importante no transcendentalismo.

Emerson anonimamente publicou seu primeiro ensaio, "Natureza", em 9 de setembro de 1836. Um ano depois, em 31 de agosto de 1837, ele fez seu famoso endereço Phi Beta Kappa , " The American Scholar ", então intitulado " Uma Oração, entregue antes da Phi Beta Kappa Society em Cambridge"; foi renomeado para uma coleção de ensaios (que incluiu a primeira publicação geral de "Natureza") em 1849. Amigos o instaram a publicar a palestra, e ele fez isso, às suas próprias custas, em uma edição de 500 cópias , que esgotou em um mês. No discurso, Emerson declarou independência literária nos Estados Unidos e instou os americanos a criar um estilo de escrita próprio e livre da Europa. James Russell Lowell , que era estudante em Harvard na época, chamou-o de "um evento sem paralelo anterior em nossos anais literários". Outro membro da audiência, o reverendo John Pierce, chamou de "um endereço aparentemente incoerente e ininteligível

Em 1837, Emerson fez amizade com Henry David Thoreau . Embora eles provavelmente tenham se encontrado em 1835, no outono de 1837, Emerson perguntou a Thoreau: "Você mantém um diário?" A questão passou a ser uma inspiração vitalícia para Thoreau. O próprio jornal de Emerson foi publicado em 16 grandes volumes, na edição definitiva da Harvard University Press, publicada entre 1960 e 1982. Alguns estudiosos consideram o periódico a principal obra literária de Emerson.

Em março de 1837, Emerson fez uma série de palestras sobre a filosofia da história no Templo Maçónico em Boston. Esta foi a primeira vez que ele geriu uma série de palestras por conta própria, e foi o começo de sua carreira como palestrante. Os lucros desta série de palestras foram muito maiores do que quando ele foi pago por uma organização para conversar, e ele continuou a gerir suas próprias palestras, muitas vezes ao longo de sua vida. Ele finalmente deu até 80 palestras por ano, viajando pelo norte dos Estados Unidos até St. Louis, Des Moines, Minneapolis e Califórnia.

Em 15 de julho de 1838, Emerson foi convidado para o Divinity Hall, Harvard Divinity School , para fazer o discurso de formatura da escola, que ficou conhecido como " Discurso da Escola Divina ". Emerson desconsiderou os milagres bíblicos e proclamou que, embora Jesus fosse um grande homem, ele não era Deus: o cristianismo histórico, disse ele, havia transformado Jesus em um "semideus, como os orientais ou os gregos descreveriam como Osíris ou Apolo." Seus comentários ultrajaram o estabelecimento e a comunidade protestante geral. Ele foi denunciado como um ateu e um envenenador das mentes dos jovens. Apesar do rugido dos críticos, ele não respondeu, deixando outros para apresentar uma defesa. Ele não foi convidado para falar em Harvard por mais trinta anos.

O grupo transcendentalista começou a publicar seu principal periódico, "The Dial" , em julho de 1840.  Eles planearam o jornal já em outubro de 1839, mas o trabalho não começou até a primeira semana de 1840. [85] George Ripley era o gerente editor.  Margaret Fuller foi o primeiro editor, tendo sido abordado por Emerson depois de vários outros terem recusado o papel. Fuller permaneceu por cerca de dois anos, quando Emerson assumiu, utilizando o jornal para promover talentosos jovens escritores, incluindo Ellery Channing e Thoreau.

Em 1841, Emerson publicou Ensaios , seu segundo livro, que incluiu o famoso ensaio "Autossuficiência". A sua tia chamou de "uma mistura estranha de ateísmo e independência falsa", mas ganhou críticas favoráveis ​​em Londres e Paris. Este livro, e sua recepção popular, mais do que qualquer contribuição de Emerson até hoje, estabeleceu as bases para sua fama internacional.

Em janeiro de 1842, o primeiro filho de Emerson, Waldo, morreu de escarlatina . Emerson escreveu sobre seu pesar no poema " Threnody " ("Para esta perda é a verdadeira morte"), e o ensaio "Experiência". No mesmo mês, William James nasceu e Emerson concordou em ser seu padrinho .

Bronson Alcott anunciou seus planos em novembro de 1842 para encontrar "uma fazenda de cem acres em excelentes condições, com bons prédios, um bom pomar e terras". Charles Lane comprou uma fazenda de 90 acres (360.000 m 2 ) em Harvard, Massachusetts, em maio de 1843, para o que se tornaria Fruitlands , uma comunidade baseada em ideais utópicos inspirados em parte pelo transcendentalismo. A fazenda funcionaria com base em um esforço comunitário, não usando animais para o trabalho; seus participantes não comiam carne e não usavam lã nem couro. Emerson disse que se sentiu "triste de coração" por não se envolver no experimento sozinho. Mesmo assim, ele não sentiu que Fruitlands seria um sucesso. "Toda a sua doutrina é espiritual", escreveu ele, "mas eles sempre terminam dizendo:" Dê-nos muita terra e dinheiro ". Mesmo Alcott admitiu que não estava preparado para a dificuldade em operar Fruitlands. "Nenhum de nós estava preparado para realizar praticamente a vida ideal que sonhamos. Então nos desmembramos", escreveu ele. Após o seu fracasso, Emerson ajudou a comprar uma fazenda para a família de Alcott em Concord, que Alcott nomeou "Hillside ".

O Dial deixou de ser publicado em abril de 1844; Horace Greeley relatou o fim do "periódico mais original e atencioso já publicado neste país". (Uma revista independente do mesmo nome foi publicada durante vários períodos até 1929.)

Em 1844, Emerson publicou sua segunda coleção de ensaios, "Ensaios: Segunda Série" . Esta coleção incluiu "O Poeta", "Experiência", "Presentes" e um ensaio intitulado "Natureza", um trabalho diferente do ensaio de 1836 do mesmo nome.

Emerson ganhava a vida como palestrante popular na Nova Inglaterra e em grande parte do resto do país. Ele começou a lecionar em 1833; na década de 1850, ele estava dando até 80 palestras por ano.  Ele dirigiu-se à Sociedade de Boston para a Difusão do Conhecimento Útil e o Liceu de Gloucester , entre outros. Emerson falou sobre uma ampla variedade de assuntos, e muitos de seus ensaios surgiram de suas palestras. Ele cobrava entre US $ 10 e US $ 50 por cada aparição, levando-o até US $ 2 mil em uma típica temporada de palestras de inverno. Isso foi mais do que seus ganhos de outras fontes. Em alguns anos, ele ganhou tanto quanto $ 900 por uma série de seis palestras, e em outro, por uma série de conversas de inverno em Boston, ele arrecadou $ 1.600. Ele finalmente deu cerca de 1.500 palestras em sua vida. Seus ganhos permitiram que ele expandisse sua propriedade, comprando 11 acres (45.000 m 2 ) de terra por Walden Pond e mais alguns acres em um bosque de pinheiros vizinho. Ele escreveu que ele era "senhorio e senhor dos 14 acres, mais ou menos".

Emerson foi apresentado à filosofia indiana através das obras do filósofo francês Victor Cousin . [101] Em 1845, os diários de Emerson mostram que ele estava lendo os Essays on the Vedas do Bhagavad Gita e Henry Thomas Colebrooke . Ele foi fortemente influenciado pelo Vedanta , e muito de seus escritos tem fortes sombras do não-dualismo . Um dos exemplos mais claros disso pode ser encontrado em seu ensaio " The Over-soul ":

Vivemos em sucessão, em divisão, em partes, em partículas. Enquanto isso, dentro do homem é a alma do todo; o sábio silêncio; a beleza universal, à qual cada parte e partícula é igualmente relacionada, a eterna. E esse poder profundo em que existimos e cuja bem-aventurança é acessível a nós, não é apenas auto-suficiente e perfeito em todas as horas, mas o ato de ver e a coisa vista, o vidente e o espetáculo, o sujeito e o objeto , são um. Vemos o mundo pedaço por pedaço, como o sol, a lua, o animal, a árvore; mas o todo, do qual estas são partes brilhantes, é a alma.

Em 1847-48, ele visitou as Ilhas Britânicas. Ele também visitou Paris entre a Revolução Francesa de 1848 e os sangrentos Dias de Junho . Quando ele chegou, viu os troncos de árvores que haviam sido cortados para formar barricadas nos tumultos de fevereiro. Em 21 de maio, ele ficou no Champ de Mars em meio a celebrações em massa para concórdia, paz e trabalho. Ele escreveu no seu diário: "No final do ano, teremos em conta e veremos se a Revolução valeu as árvores." A viagem deixou uma marca importante no trabalho posterior de Emerson. Seu 1856 livro Inglês Traits baseia-se em grande parte em observações registadas em seus diários de viagem e cadernos. Emerson mais tarde chegou a ver a Guerra Civil Americana como uma "revolução" que compartilhava um terreno comum com as revoluções europeias de 1848.

Em um discurso em Concord, Massachusetts, em 3 de maio de 1851, Emerson denunciou a Lei do Escravo Fugitivo :

"O acto do Congresso é uma lei que cada um de vocês quebrará na primeira oportunidade - uma lei que nenhum homem pode obedecer, ou estimular a obediência, sem perda de respeito próprio e perda do nome de cavalheiro." 

Naquele verão, ele escreveu em seu diário:

"Essa promulgação imunda foi feita no século XIX por pessoas que sabiam ler e escrever. Eu não vou obedecer." 

Em fevereiro de 1852, Emerson e James Freeman Clarke e William Henry Channing editaram uma edição das obras e cartas de Margaret Fuller, que havia morrido em 1850. Dentro de uma semana de sua morte, seu editor de Nova York, Horace Greeley, sugeriu Emerson que uma biografia de Fuller, a ser chamada "Margaret and Her Friends" , esteja preparada rapidamente "antes que o interesse animado por seu triste falecimento tenha passado". Publicado sob o título "As Memórias de Margaret Fuller Ossoli", as palavras de Fuller foram pesadamente censuradas ou reescritas. Os três editores não estavam preocupados com precisão; eles acreditavam que o interesse público em Fuller era temporário e que ela não sobreviveria como uma figura histórica. Mesmo assim, por um tempo, foi a biografia mais vendida da década e passou por treze edições antes do final do século.

Walt Whitman publicou a coleção de poesia inovadora "Leaves of Grass" em 1855 e enviou uma cópia a Emerson para sua opinião. Emerson respondeu positivamente, enviando a Whitman uma carta lisonjeira de cinco páginas em resposta.  A aprovação de Emerson ajudou a primeira edição de "Leaves of Grass" a despertar um interesse significativo e convenceu Whitman a publicar uma segunda edição logo em seguida. Esta edição citou uma frase da carta de Emerson, impressa em folha de ouro na capa: "Eu agradeço-o no início de uma grande carreira". Emerson ofendeu-se que esta carta se tornasse pública e mais tarde foi mais crítica do trabalho.

PHILOSOPHERS CAMP EM FOLLENSBEE POND - ADIRONDACKS

Ralph Waldo Emerson, no verão de 1858, se aventuraria no grande deserto do estado de Nova York.

Juntando-se a ele estavam nove dos intelectuais mais ilustres que já haviam acampado nas Adirondacks para se conectar com a natureza.

O grupo consistia de Louis Agassiz , James Russell Lowell , John Holmes, Horatio Woodman, Ebenezer Rockwell Hoar, Jeffries Wyman , Estes Howe, Amós Binney , William James Stillman e Emerson. Convidados, mas incapazes de fazer a viagem por diversas razões, foram: Oliver Wendell Holmes , Henry Wadsworth Longfellow e Charles Eliot Norton , todos membros do Saturday Club (Boston, Massachusetts) .

Este clube social era em sua maioria uma associação literária que se reuniu no último sábado do mês no Boston Parker House Hotel ( Omni Parker House ). William James Stillman foi um pintor e editor fundador de uma revista de arte chamada Crayon. Stillman nasceu e cresceu em Schenectady, que ficava ao sul das montanhas de Adirondack. Mais tarde, ele viajaria para pintar a paisagem selvagem e pescar e caçar. Ele iria compartilhar suas experiências neste deserto para os membros do Clube de Sábado, aumentando o seu interesse por esta região desconhecida.

Robert Lowell [121] e William Stillman liderariam o esforço para organizar uma viagem às Adirondacks. Eles começariam sua jornada em 2 de agosto de 1858, viajando de trem, barco a vapor, diligência e barcos-guia de canoa. A notícia de que esses homens cultos viviam como “Sacs and Sioux” no deserto apareceu em jornais de todo o país. Isso se tornaria conhecido como o " Acampamento dos Filósofos "

Este evento foi um marco no movimento intelectual do século XIX, ligando a natureza à arte e à literatura.


Embora muito tenha sido escrito ao longo de muitos anos por estudiosos e biógrafos da vida de Emerson, pouco foi escrito sobre o que ficou conhecido como o “Acampamento dos Filósofos”. No entanto, seu poema épico "Adirondac" lê como um diário do seu dia a dia descrição detalhada de aventuras no deserto com seus colegas do Clube de sábado. Esta excursão de acampamento de duas semanas (1858 nas Adirondacks) trouxe-o cara a cara com um verdadeiro deserto, algo que ele falou em seu ensaio “Nature” publicado em 1836. Ele disse: “no deserto eu encontro algo mais querido e connate do que nas ruas ou aldeias ”.

OS ANOS DA GUERRA CIVIL AMERICANA (1860-1865)

Emerson se opunha firmemente à escravidão, mas ele não gostava de estar no centro das atenções e hesitava em dar palestras sobre o assunto. Ele fez, no entanto, uma série de palestras durante os anos pré-Guerra Civil, começando em novembro de 1837. Um número de seus amigos e familiares eram mais abolicionistas ativos do que ele, em primeiro lugar, mas a partir de 1844 em diante, ele assumiu um papel mais ativo na oposição à escravidão. Ele deu vários discursos e palestras, e notavelmente deu boas-vindas a John Brown em sua casa durante as visitas de Brown a Concord.  Ele votou em Abraham Lincoln em 1860, mas Emerson ficou desapontado porque Lincoln estava mais preocupado em preservar a União do que em eliminar a escravidão. Uma vez que a Guerra Civil Americana estourou, Emerson deixou claro que ele acreditava na emancipação imediata dos escravos.

Por volta dessa época, em 1860, Emerson publicou "A Conduta da Vida" na sua coleção de ensaios. Neste livro, Emerson "lutou com algumas das mais importantes espinhas do momento", e "a experiência nas filhas da abolição é uma influência reveladora em suas conclusões". Nestes ensaios Emerson abraçou a guerra civil, a revolução nacional ou a revolução, [são] mais ricas do que os anos de prosperidade ".

Emerson visitou Washington, DC, no final de janeiro de 1862. Ele deu uma palestra pública no Smithsonian em 31 de janeiro de 1862, e declarou: "O Sul chama a escravidão de uma instituição ... Eu um chamo de destituição ... Emancipação é a demanda da civilização ". No dia seguinte, 1 de fevereiro, seu amigo Charles Sumner levou-o para conhecer Lincoln na Casa Branca. Lincoln estava familiarizado com o trabalho de Emerson, já tendo assistido a palestras. Com dúvidas de Emerson sobre Lincoln apareceu na reunião. Em 1865, ele falou em um memorial comemorativo por Lincoln em Concórdia: "Como foi a história e as suas tragédias, eu duvido que qualquer morte morreu?" anúncio. " Emerson, inclusive, foi um número de altos funcionários do governo, incluindo Salmon P. Chase, o secretário do Tesouro, Edward Bates, o procurador geral, Edwin M. Stanton, o secretário de guerra, Gideon Welles, o secretário da marinha e William Seward, o secretário de estado.

Em 6 de maio de 1862, o protegido de Emerson, Henry David Thoreau, morreu de tuberculose aos 44 anos de idade. Emerson fez o seu elogio. Ele é geralmente referenciado como um dos melhores amigos,  apesar de um desentendimento que começou em 1849 depois que Thoreau publicou a "Week on the Concord "e "Merrimack Rivers". Outro amigo Nathaniel, Hawthorn e Emerson serviu como caixão quando Hawthorne foi enterrado em Concord, como escreveu Emerson, "numa pompa de sol e verdura".

Ele foi eleito membro da Academia Americana de Artes e Ciências em 1864.

OS ÚLTIMOS ANOS E A SUA MORTE

A partir de 1867, a saúde de Emerson começou um declínio; Ele escreveu muito menos com os seus pares. Começando no início do verão de 1871 ou na primavera de 1872, ele começou a ter problemas de memória e sofria de afasia. Até o último da Década, ele esqueceu-se do seu próprio nome, como vezes e, quando alguém perguntou como ele se sentia, ele respondeu: "Muito bem, eu perdi as minhas Faculdades mentais, mas estou perfeitamente bem".

Na primavera de 1871, Emerson fez uma viagem na ferrovia transcontinental, apenas dois anos após sua conclusão. Ao longo do caminho e na Califórnia, ele conheceu um número de dignitários, incluindo Brigham Youngpor uma escala em Salt Lake City. Parte de sua visita na Califórnia incluiu uma viagem aYosemite e e conheceu um jovem e desconhecido John Muir , um evento marcante na carreira de Muir.

A casa de Emerson em Concord foi incendiada a 24 de julho de 1872. Ele pediu ajuda de vizinhos e, desistindo de apagar como chamas, todos os pedidos de acções foram possíveis. O fogo foi apagado por Efraim Touro Jr., o filho de um braço de Ephraim Wales Bull.  Doações foram coletadas por amigos para ajudar os homens a reconstruir, incluindo US $ 5.000 reunidos por Francis Cabot Lowell , outros US $ 10.000 LeBaron Russell Briggs e uma doação pessoal de US $ 1.000 de George Bancroft.  O apoio para o cobre foi também também; embora os Emerson acabaram de ser implantados com uma família no Old Manse, os saim Anne Lynch Botta , James Elliot Cabot , campos de James Thomas e Annie Adams.  O fogo marcou o fim da carreira de professora de Emerson; a partir daí, ele lecionaria apenas em ocasiões especiais e apenas na frente de audiências familiares.

Enquanto uma casa estava sendo reconstruída, Emerson viajou para a Inglaterra, uma Europa continental e o Egipto. Ele partiu em 23 de outubro de 1872, junto com sua filha Ellen, enquanto sua esposa Lidian passava um tempo no Old Manse e com amigos. Emerson e sua filha Ellen retornaram aos Estados Unidos sem navio Olimpo Junto com o amigo Charles Eliot Nortonem 15 de abril de 1873. O retorno de Emerson a Concord foi comemorado pela cidade e a escola foi cancelada naquele dia.

No final de 1874, Emerson publicou uma antologia de poesia chamada Parnassus , que incluía poemas de Anna Laetitia Barbauld , Julia Caroline Dorr , Jean Ingelow , Lúcia Larcom , Jones Very, assim como Thoreau e várias outros. A antologia foi originalmente preparada no outono de 1871, quando foi editada a partir de 2003.

Os problemas com sua memória tornaram-se embaraçosos para Emerson e as suas próprias leis públicas em 1879. Tradução de Como Holmes: "Emerson tem medo de encontrar-se muito na sociedade, devido ao fracasso de sua memória e uma grande dificuldade que encontra em As palavras que ele quer são "as dolorosas do seu embaraço às vezes". Em 21 de abril de 1882, Emerson foi encontrado para ser sofrendo de pneumonia. Ele acabou seis dias depois. Emerson é enterrado em Sleepy Hollow Cemetery, Concord, Massachusetts. Ele foi colocado no seu caixão vestindo uma túnica branca dada pelo escultor americano Daniel Chester French.

ESTILO DE VIDA E CRENÇAS

As visões religiosas de Emerson foram digitadas radicais na época. Ele acreditava que todas as coisas estavam ligadas a Deus e, portanto, todas as coisas são divinas. Os benefícios existentes em Emerson estavam removendo a figura central de Deus; como Henry Ware Jr.Emerson estava em perigo de tirar "o Pai do Universo" e deixar "mas uma companhia de crianças em um asilo órfão". Emerson foi parcialmente influenciado pela filosofia alemã e pela crítica bíblica. Os seus pontos de vista, uma base que faz do transcendentalismo. "O que é que não pode revelar a verdade, mas pode ser uma experiência intuitiva directamente da natureza".  Numa consulta sobre Religião, Emerson é: "Eu sou mais um Quaker do que qualquer outra coisa. Acredito na 'voz mansa e delicada', e essa voz é Cristo dentro de nós".

Emerson não se tornou um abolicionista ardente até 1844, no seu terceiro Seminário mostrou que ele estava preocupado com uma disciplina em sua juventude, até mesmo sonhando em ajudar a libertar escravos. Em junho de 1856, depois de Charles Sumner, o senador dos Estados Unidos, tomou suas próprias conclusões abolicionistas, Emerson lamentou que ele próprio não estivesse tão comprometido com uma causa. Ele escreveu: "Há homens que, assim que nascem, tomam uma linha de abelha para o machado do inquisidor. [...] Maravilhoso o modo pelo qual somos nós por esse supremo infalível do elemento moral".Após o ataque de Sumner, Emerson iniciou um debate sobre o escravidão. "Acho que devemos nos livrar da escravidão, devemos nos livrar da liberdade", disse ele numa reunião em Concórdia no verão. Emerson usou uma escravidão como um exemplo de injustiça humana, especialmente em seu papel de ministro. No início de 1838, provocada pelo assassinato de um editor abolicionista de Alton, Illinois, chamado Elijah Parish Lovejoy, Emerson fez o seu primeiro discurso antiescravatura público. Como ele disse, "é apenas outro dia que o corajoso Lovejoy deu seu peito como balas de uma multidão, pelos direitos de liberdade de expressão e opinião, e morreu quando era melhor não viver".  John Quincy Adams disse que assassinato da máfia de Lovejoy "causou um choque de qualquer terremoto em todo este continente". No entanto, Emerson afirmou que uma reforma seria alcançada por meio de um acordo moral e não por acção militante. A 1 de agosto de 1844, numa uma palestra em Concord, ele foi mais apoiado pelo seu movimento abolicionista: "Devemos principalmente este movimento aos continuadores dele, pela luta popular de todos os pontos da prática ética". .

Emerson é conhecido como um dos pensadores democráticos mais liberais de sua época, que é um processo democrático, a escravidão deveria ser abolida. Apesar disso, o abolicionista é reconhecido como a sua própria legalidade da escravidão, Emerson lutou com as implicações da raça. Suas tendências liberais habitaram não se traduziram quando houve um erro de todas as raças em relação à sua capacidade ou função, o que era uma era comum para o período em que ele vivia. Muitos críticos que foram seus pontos de vistas sobre a hipótese de se tornarem um abolicionista no início de sua vida e também de se tornarem mais ativos no movimento antiescravatura. Muito da sua vida inicial, ele se mostrou em silêncio sobre o tema da raça e da escravidão.

Durante sua jornada, Emerson parece desenvolver uma hierarquia de competências para os homens com a razão de ser, escravos africanos, distintamente iguais aos homens brancos com base em sua capacidade de raciocinar. Em 20 de maio de 1822, Emerson escreveu sobre uma observação pessoal: "O que é realmente escrito em 1822?" da linguagem, não excediam a sagacidade do orago Agora, é verdade que estas foram as vezes superiores a este animal, e projetadas para controlar-se? E em comparação com as mais altas ordens de homens, os africanos ficarão tão baixos a ponto de fazer a diferença que subsiste entre si e as melhores sagazes são insignificantes ".

Tal como acontece com os defensores da escravidão, enquanto seus primeiros anos, Emerson parece ter sido feito como escravos africanos. Mas essa crença nas inferioridades raciais não fez de Emerson um defensor da escravidão.  Emerson escreveu mais tarde naquele ano em que "Não foi feito um esforço para reconciliar uma mente com o perdão da escravidão; nada além de uma tremenda familiaridade e a parcialidade do interesse privado". Emerson viu uma remoção de pessoas de sua terra natal, o processo de escravos e os benfeitores egoístas de escravos como injustiças grosseiras. Para Emerson, o escravidão era uma questão moral, enquanto que a superioridade das raças era uma questão que se propunha analisar a partir de uma perspectiva científica baseada no fato de que elas eram mais características herdadas.

Emerson se via como um homem de "descendência saxónica". "The Netherlands of the United States, especially the land of the world of the United States, England, United States, England, United States, England, United States".Ele viu laços diretos in the derage on the identidade nacional e a natureza inerente do ser humano. Os americanos brancos que foram nativos dos Estados Unidos e da ascendência inglesa foram classificados por ele como uma "raça" separada, que pode ter uma posição de ser superior a outras nações. Sua ideia de raia baseava-se mais em uma cultura, ambiente e história compartilhada do que os científicos que uma teoria moderna define como raça. Os investidores norte-americanos de ascendência inglesa foram os primeiros a imigrar os europeus, incluindo os irlandeses, franceses e alemães, e também os que estão a vencer nos inglês da Inglaterra, a quem se considerou um segundo próximo e o primeiro grupo realmente comparável.

Mais tarde em sua vida, como ideias de Emerson sobre a mudança quando foram envolvidas com o movimento abolicionista, enquanto que, ao mesmo tempo, começou a analisar mais profundamente como as implicações filosóficas das hierarquias raciais e raciais. Suas crenças mudaram o foco para os resultados dos raciais. As visões raciais de Emerson estavam intimamente relacionadas com as visões sobre o nacionalismo e a superioridade nacional, especificamente para os saxões da Inglaterra, que era uma visão comum nos Estados Unidos da época. Emerson usou as teorias contemporâneas da raça e da ciência para se tornar uma teoria do desenvolvimento da raça. Ele realmente teve uma batalha atual e a actual escravidão de outras raças foi uma inevitável luta racial, que resultou na inevitável união dos Estados Unidos. Tais temas foram necessários para uma conferência dialética.  Em grande parte do seu trabalho posterior, Emerson parece permitir uma noção das raças diferentes acabadas por se misturar na América. Esse processo de hibridação levaria a uma raça superior que seria em benefício da superioridade dos Estados Unidos.

Emerson foi o defensor da disseminação das bibliotecas por todos os E.U,A, durante grande parte do século XIX, dizendo: "O que você tem que fazer na biblioteca escolhida no século XIX? Em mil anos, puseram na melhor ordem os resultados do seu aprendizado e sabedoria ".

Emerson pode ter pensamentos eróticos sobre pelo menos um homem.  Durante os primeiros anos em Harvard, ele foi criado por um jovem chamado Caloiro Martin Gay, sobre quem escreveu acerca de uma sexualidade carregada. Ele teve também uma série de interesses românticos em várias mulheres ao longo da sua vida, tais Como Anna Barker  e Caroline Sturgis.

LEGADO

Como palestrante e orador, Emerson - apelido de Sábio da Concórdia - tornado a principal voz da cultura intelectual nos Estados Unidos.  James Russell Lowell editor da Atlantic Monthly e North American Review, comentou em seu livro My Study Windows (1871), que Emerson não era apenas o "conferencista mais atraente nos Estados Unidos", mas também "um dos pioneiros do sistema de palestras".  Herman Melville, que conheceu Emerson em 1849, embora pensava que ele tinha "um problema na região do coração" e um "vaidade intelectual tão intensamente intelectual que, um princípio, hesita em chamá-lo pelo nome certo". Embora mais tarde ele tenha admitido que Emerson era "um grande homem".Theodore Parker, um ministro e transcendentalista, observado em uma capacidade de influenciar e inspirar os outros: "o brilhante génio de Emerson, as noites de inverno emparedadas e emparedadas em Boston, os olhos de novas garotas para admirar essa grande estrela, uma beleza e um momento, que foi para o momento, enquanto também deu inspiração perene, como o caminho para o caminho de novos, e para as novas esperanças "

O trabalho de Emerson não apenas influenciou seus contemporâneos, como Walt Whitman e Henry David Thoreau, mas continuaria a influenciar pensadores e escritores nos Estados Unidos e ao redor do mundo até o presente.  Pensadores notáveis ​​que reconhecem a influência de Emerson incluem Nietzsche e William James , o afilhado de Emerson. Há pouca discordância de que Emerson foi o escritor mais influente da América do século XIX, embora atualmente seja uma preocupação dos estudiosos. Walt Whitman , Henry David Thoreau e William James eram todos Emersonianos positivos, enquanto Herman Melville , Nathaniel Hawthorne e Henry James eram Emersonianos em negação - enquanto eles se colocavam em oposição ao sábio, não havia como escapar de sua influência. Para TS Eliot , os ensaios de Emerson eram um "fardo". Waldo, o Sábio, foi eclipsado de 1914 a 1965, quando voltou a brilhar, depois de sobreviver no trabalho de grandes poetas americanos como Robert Frost , Wallace Stevens e Hart Crane .

No seu livro "The American Religion" , Harold Bloom refere-se repetidamente a Emerson como "O profeta da religião americana", que no contexto do livro se refere a religiões indígenas americanas como Mormonismo e Ciência Cristã , que surgiram em grande parte da vida de Emerson, mas também para fortalecer as igrejas protestantes que Bloom diz que se tornaram nos Estados Unidos mais gnósticas do que suas contrapartes europeias. Em "O cânone ocidental" , Bloom compara Emerson a Michel de Montaigne : "A única experiência de leitura equivalente que conheço é a de reler incessantemente nos cadernos e diários de Ralph Waldo Emerson, a versão americana de Montaigne." Vários poemas de Emerson foram incluídos em Os melhores poemas da língua inglesa de Bloom, embora ele tenha escrito que nenhum dos poemas é tão excelente quanto o melhor dos ensaios de Emerson, que Bloom listou como "Autoconfiança", "Círculos", "Experiência" e "quase toda a conduta da vida ". Na sua crença de que comprimentos de linha, ritmos e frases são determinados pela respiração, a poesia de Emerson prenunciou as teorias de Charles Olson .

TRIBUTOS E MÉRITOS

Em maio de 2006, 168 anos depois que Emerson proferiu seu "Discurso da Escola Divina", a Harvard Divinity School anunciou o estabelecimento da cátedra da Associação Universalista Unitária Emerson.

Harvard também nomeou um edifício, Emerson Hall (1900), depois dele.

O Quarteto de Cordas Emerson , formado em 1976, tirou o nome dele.


O Prémio Ralph Waldo Emerson é concedido anualmente a estudantes do ensino médio para ensaios sobre assuntos históricos.

BIBLIOGRAFIA

Colecções

- "Ensaios: Primeira Série" (1841)
- "Ensaios: Segunda Série" (1844)
- "Poemas" (1847)
- "Natureza, Endereços e Leituras"(1849)
- "Homens Representativos" (1850)
- "Traços Ingleses" (1856)
- "A Conduta da Vida" (1860)
- "Dia de Maio e Outras Peças" (1867)
- "Sociedade e Solidão" (1870)
- "Cartas e Objectivos Sociais" (1875)

Ensaios Individuais

- "Natureza" (1836)
- "Autossuficiência" (Ensaios: Primeira Série)
- "Compensação" (Primeira Série)
- "The Over-Soul" (Primeira Série)
- "Círculos" (Primeira Série)
- "O Poeta" (Ensaios: Segunda Série)
- "A Experiência"(Ensaios: Segunda Série)
- "Política" (Segunda Série)
- "Saadi" no Atlantic Monthly (1864)
- "O Estudioso Americano"
- "Reformadores da Nova Inglaterra"

Poemas

- "Concord Hymn"
- "O Rhondora"
- "Brahma"
- "Uriel"

Cartas

- "Cartas para Martin Van Buren"
- "A Correspondência de Thomas Carlyle e Ralph Waldo Emerson, 1834-1872"